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Você conhece psoríase? Outubro - mês de conscientização
A psoríase é uma doença inflamatória crônica relativamente comum que atinge pessoas de qualquer faixa etária, principalmente adultos. Está associada à predisposição genética e dá origem a uma grande variedade de manifestações, desde quadro leves até os de maior gravidade. Não é apenas uma desordem cutânea, mas uma doença considerada multissistêmica, de caráter autoimune, que pode se associar a diversas comorbidades, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e síndrome metabólica.
Dentre os fatores de risco associados, além da predisposição genética, destacam-se o tabagismo e o etilismo, podendo a doença ser desencadeada ou exacerbada também por estresse emocional, infecções e uso de algumas medicações, como betabloqueadores.
A psoríase não é doença contagiosa e, muitas vezes, é confundida com outras dermatoses, como as micoses superficiais e a dermatite seborreica.
Existem diversas apresentações clínicas, sendo mais comum o encontro de manchas vermelhas ou placas, associadas a descamação, em qualquer região do corpo, predominando em áreas extensoras como cotovelos e joelhos, além da região dorsal e couro cabeludo. Também pode acometer palmas e plantas, assim como unhas e articulações, levando a quadros de artrite.
Em algumas situações, o paciente pode apresentar vermelhidão difusa com descamação intensa e alterações sistêmicas com comprometimento do estado geral, quadro mais grave denominado de eritrodermia, que requer maiores cuidados.
O diagnóstico de psoríase é clínico, através de uma boa anamnese e exame físico detalhado, sendo, às vezes, necessária a realização de biópsia.
A doença não tem cura e pode ser incapacitante, tanto do ponto de vista da pele como pelo acometimento articular, comprometendo a qualidade de vida desses pacientes. Mas há vários tratamentos disponíveis atualmente, capazes de controlar o quadro e induzir remissões mais prolongadas.
Por isso, é fundamental o acompanhamento individualizado e multidisciplinar, para direcionar o tratamento mais adequado, de acordo com a gravidade e a presença de comorbidades. Isso inclui não apenas a terapêutica medicamentosa, mas a melhora da qualidade de vida do paciente: orientações quanto à dieta e hábitos de vida, o uso de emolientes, psicoterapia em alguns casos, e o uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos (via oral ou injetáveis), dentre outros.

Aurenita de Assis Formiga Pereira Melo
CRM-PB: 6747
Especialidade: Dermatologista